sábado, 30 de abril de 2011

Orgulho Português!


No início dos anos 70, duas sondas, Pioneer (Pioneer 10 e Pioneer 11) foram lançadas pela NASA para o Sistema Solar. Pioneer 10 (P-10) alcança Jupíter apenas 4 meses após o seu lançamento enquanto que Pioneer 11 (P-11) demora mais 3 meses do que a P-10, dirigindo-se depois a Saturno. Em 1979, os seus dias de visionamento de planetas acabaram. No entanto, mesmo encontrando-se á deriva no Espaço, continuaram a transmitir informações para a Terra, tais como as suas posições e dados científicos.
Foi aí que os cientistas repararam que algo não estava certo: nenhuma das duas sondas estava tão longe quanto originalmente planeado. Quase que parecia que existia uma força desconhecida que puxava o satélite para o Sol.
Esta é a "Anomalia Pioneer" que durante muitos anos foi estudada por teóriocos á volta do mundo sendo que muitas justificiações desta anomalia estavam focados nos erros de medição. fugas de combustível ou em algumas propriedades não antecipadas da sonda, entre todas as razões encontravam-se algumas tanto extremamente extravagantes como outras irrefutavelmente simples.
Cinco anos atrás, após a recolha dos antigos dados de posições para a reconstrucção da trajectória das sondas, Salva Turyshev anunciou que parte da força (não a totalidade) retardante que influenciava as sondas era devida a calor que irradiava desigualmente da sonda.
Hoje, quatro físicos portugueses liderados por Frederico Francisco estudaram em detalhe como é que as Pioneer irradiavam o seu calor usando uma técnica conhecida como sombreamento Phong.
A equipa descobriu que o calor residual de cada um dos compartimentos principais da sonda é reflectido pela antena paraboidal que sempre se encontrava apontada na direcção do Sol e da Terra. No entanto, apesar da pequena força que resulta das reflexões de calor coincide rigorosamente com os valores de desaleração observados das Pioneer, a quantidade deste calor reflectido ainda é incerto.


Para mais informações, veja este site: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2011/04/5_anomalia_pioneer.htm

Titã...oceânica?



Sete anos de vigia constante pela sonda Cassini, que se encontrava na órbita de Saturno, levou a uma grande recolha de dados que mudaram maneira como encaramos este planeta e as suas luas. No entanto, o assunto mais falado ultimamente é referente á maior lua de Saturno, Titã, devido não só à sua meteorologia, mas também devido á sua completamente densa atmosfera que dificulta o estudo da superfície deste satélite natural. A Titã, tal como a nossa Lua, possui uma órbita similar em que mostra sempre a mesma face ao longo do seu trajecto.

Os dados recolhidos pela Cassini permitiram aos investigadores calcular o momento de inércia de Titã, o que por sua vez revelou algo de interessante: os resultados obtidos só são lógicos e correctos se for admitida a possibilidade de que o corpo sólido é mais denso perto da superfície do que no seu centro, o que não bate certo, tendo em conta o que sabemos acerca da formação dos planetas e satélites.
Rose-Marie Baland e os seus colegas do Observatório Real da Bélgica em Bruxelas formularam uma hipótese em que Titã não é sólido. O estudo deles para determinar se um modelo líquido é compatível com o modelo de inércia medido, teve como base a assumpção da presença de um oceano de água líquida por baixo da camada de gelo deste satélite.
No entanto, a química do oceano, factor importante no cálculo da sua porfundidade e da espessura da camada de gelo da superfície de Titã, sofre vários "ataques" por vários cientistas, em que por um lado admite-se que o oceano deve de ser constituido por água enquanto que outros assumem que o oceano é constituído por metano, já que este satélite possui enormes quantidades deste hidrocarbonato que é rapidamente quebrado pela luz solar, o que por sua vez implica o desaparecimento deste composto há muito. Porém, isto não se verifica já que Titã continua a possuir grandes quantidades de metano. Aqui entra então a possibilidade deste satélite possuir um reservatório/oceano de metano no seu interior.
Titã é realmente um satélite realmente interessante e desconhecido! Afinal ainda temos imensas coisas por descobrir aqui no nosso Sistema Solar.


Para mais informações sobre este assunto deixo-vos este endereço: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2011/04/19_tita_oceano.htm

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Olá! Deixo-vos aqui um vídeo que vos mostra a impotancia da astronomia.
Espero que gostem

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Telescópio registou a música das estrelas

As estrelas também cantam. Não exactamente um canto – mas um murmúrio, um assobio provocado pela sua vibração natural, tal como um instrumento musical. Estes sons (ou antes, a frequência a que as estrelas vibram) foram captados pela missão Kepler, da NASA, na sua busca de planetas para lá do Sistema Solar, e um grupo de cientistas ingleses publicou um artigo na revista Science sobre o tema.


As oscilações suaves das estrelas são a manifestação visível das ondas sonoras que há no seu interior. Quanto maior a estrela, mais grave é o som emitido. A música das estrelas permite não só saber mais sobre o seu tamanho, mas também sobre a sua estrutura e a sua composição interior, algo que com os métodos tradicionais utilizados para estudar as estrelas não era possível de determinar.





























Para quem deseja ouvir estes murmúrios que se produzem infinitamente no espaço, cliquem aqui




Fontes:

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1144995.html
http://www.redorbit.com/news/space/1999668/kepler_helps_listen_to_the_music_of_the_stars/

quarta-feira, 23 de março de 2011

Uma Grande Lua no Céu.

O mundo pôde observar a maior lua cheia das últimas duas décadas no passado dia 19. Como é véspera de equinócio, quem paga é a Páscoa, que se vê este ano empurrada para mais tarde no calendário.
No dia 19 de março, a lua apareceu invulgarmente maior, porque ficou tão próxima da Terra como não acontecia há 18 anos, explicou à Lusa Rui Jorge Agostinho, diretor do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
O fenómeno de aproximação da Lua à Terra é designado perigeu (oposto ao apogeu , quando está mais afastada), explica-se por a órbita deste satélite não ser circular, mas elíptica, e não é invulgar, acontecendo todos os anos.
O que aconteceu de extraordinário este ano é explicado pelo astrónomo: “A forma da elipse, a excentricidade da elipse, varia periodicamente, às vezes é mais alongada, outras mais curta. Alguns dos perigeus que ocorrem sucessivamente são mais próximos do que outros”.


“A coincidência é haver um perigeu desses muito próximos e que também coincide com a lua cheia, e isso dá uma lua maior do que o habitual”, acrescentou.


segunda-feira, 14 de março de 2011

Métodos de Detecção de Exoplanetas


Apesar da dificuldade, já existem imagens directas de planetas, obtidas em infravermelho.
Estas foram possíveis utilizando diversas técnicas, como o uso de coronógrafos, instrumentos que realizam eclipses artificiais da estrela. No entanto, os astrónomos têm vindo a desenvolver vários métodos de detecção de exoplanetas. Os mais promissores são a Astrometria, a Velocidade Radial, o Trânsito de Planetas e as Microlentes Gravitacionais, embora existam outros.
Devido a todos estes métodos, foram já descobertos até à data 528 exoplanetas.
Como podemos constantar através da análise do gráfico abaixo, que representa o número de exoplanetas descobertos em cada ano, até 2010, as descobertas de exoplanetas têm vindo a aumentar exponencialmente, o que se deve essencialmente ao rápido desenvolvimento tecnológico dos últimos anos.




Nos próximos posts iremos dar uma explicação acerca de cada um dos métodos utilizados na procura de exoplanetas.


 



Métodos de detecção de Exoplanetas - Lentes Gravitacionais

Lentes Gravitacionais

Sabemos que o campo gravitacional de um corpo atrai outros corpos materiais. Isso é conhecidos há muito tempo e foi formalizado com as leis da gravitação clássica, de Newton. Um campo gravitacional suficientemente intenso também é capaz de desviar a trajectória da luz. A explicação mais adequada para este fenómeno vem da Teoria da Relatividade Geral: a gravidade muda a geometria do espaço (do espaço-tempo, na verdade) localmente. Ou seja, onde há um campo gravitacional forte, o espaço curva-se e a luz segue então uma trajectória igualmente curva no espaço em torno de um objecto massivo.

Este fenómeno cria 2 imagens do mesmo objecto repetidas de uma mesma fonte, sendo que o objecto que causou os desvios nas trajectórias da luz é visto entre as duas imagens, em azul. A parte da esquerda da figura mostra a situação física real, na ausência deste efeito gravitacional, a que chamamos de lente gravitacional. Este termo é próprio, pois o campo gravitacional do objecto situado no caminho entre a fonte e a Terra funciona como uma lente.


Lentes gravitacionais


Relativamente aos Exoplanetas, o efeito das Micro-lentes Gravitacionais acontece quando os campos gravitacionais de um planeta e o da estrela hospedeira agem de modo a magnificar a luz de uma estrela distante que esteja no fundo do céu. Para que o efeito ocorra, o planeta e a estrela devem passar quase directamente entre a estrela distante e o observador. Uma vez que esses eventos são raros, um número muito grande de estrelas distantes deve ser monitorizado continuamente de modo a permitir a detecção de planetas a uma taxa razoável. Além disso, também não é possível repetir os experimentos que utilizam esse método, devido à raridade com que ocorrem.

Este é o método mais promissor para os planetas que se encontram entre a Terra e o centro da nossa galáxia, já que as partes centrais da Via-Láctea tem um enorme número de estrelas distantes que podem causar este efeito


Ficheiro:Gravitational micro rev.jpg

Para quem estiver interessado em perceber melhor este método pode ver este vídeo (em inglês) que explica bem como se desvia a luz num corpo com uma grande massa.

Este método foi desenvolvido em parte graças à Teoria da Relatividade de Einstein e a curvatura no Espaço-Tempo, que afirmava que corpos com grandes massas poderiam chegar mesmo a criar curvaturas nos raios de luz que passassem nas suas imediações.


Fontes:

http://astronomychamber.wordpress.com

www.if.ufrgs.br/oei/cgu/gravlens.htm

molckwick.com

wikipedia.com


Parabéns Einstein

Nascido a 14 de Março de 1879 em Wuttemberg. na Alemanha, Albert Einstein faria hoje 132 anos se estivesse vivo.
Foi através de um dos seus princípios da Teoria da Relatividade que o Método de Lente Gravitacional foi fundamentado, pois é formada devido a uma distorção no Espaço-Tempo causada pela presença um corpo de grande massa entre uma estrela e um observado.

Hoje, o seu cérebro encontra-se congelado na Universidade de Princeton e analisado por cientistas

A parte do Lobo Parietal Inferior era 15% superior à media que se encontra num cérebro normal (responsável por sintetizar a informação vinda de várias regiões do cérebro"




"Deus não joga aos dados com o Universo"


einstein tongue



Fontes:

www.aip.org
Wikipédia.com
neuroskills.com
nobelprize.org

domingo, 13 de março de 2011

Alunos Portugueses descobrem novo asteróide

Alunos de 15 escolas portugueses participaram nas últimas campanhas de procura de asteróides promovidas pela International Asteroid Search Collaboration (Colaboração Internacional para a Procura de Asteróides). Durante a campanha, que decorreu de 13 de Dezembro a 21 de Janeiro (All Portugal Campaign) dezenas de objectos foram observados. Na campanha que decorre de 24 de Janeiro a 11 de Março (Campanha Internacional), pela primeira vez em Portugal, escolas participantes, descobriram novos asteróides. Um deles, terá nome português, o 2011

http://aia2009.files.wordpress.com/2011/02/vesta_asteroid.jpg



Já participaram 15 escolas portuguesas nesta colaboração internacional. A International Asteroid Search Collaboration (IASC) é um programa de ensino e divulgação científica que permite aos estudantes das escolas participantes a participação num importante programa da NASA. A partir do estudo de imagens obtidas por vários telescópios os estudantes contribuem para a detecção e determinação das órbitas de objectos cuja órbita é muito próxima do nosso planeta, os NEO (Near Earth Object). Este programa internacional é extremamente concorrido, havendo escolas de todo o mundo a participar. Patrick Miller, o coordenador internacional do projecto, após o sucesso das primeiras participações portuguesas, decidiu premiar os estudantes portugueses fazendo anualmente pelo menos uma campanha dedicada em exclusivo às escolas portuguesas e assim nasceram as “All Portugal Asteroid Search Campaign”.


Participações portugueses:
  • Leonor Cabral -- Escola Secundária da Cidadela
  • Maria José Calado -- Escola Secundária de Sacavém
  • Paula Furtado -- Escola Básica 2,3 Matilde Rosa Araújo
  • Ana Costa and Rita Guerra-- Escola Secundária 2,3 de Alvide
  • Nelson Correia -- Escola Secundária Maria Lamas
  • Maria dos Prazeres Guedes and Maria Emília Guimarães-- ESB3 Fernão de Magalhães
  • Nuno Figueiredo -- Escola Básica Duarte Lopes
  • Duarte Januário -- Escola Secundária Augusto Gomes
  • Sandra Jorge -- Colégio Campo de Flores
  • Carla Direitinho -- Escola Básica 2,3 D. Martinho Vaz de Castelo Branco
  • Célia Miranda -- Escola Secundária Sebastião e Silva
  • Margarida Alves --- Escola Secundária do Marco de Canaveses
  • Manuela Gomes, Fátima Aguiar e Nuno Caetano - Agrupamento de Escolas de S. João Da Talha
  • Penélope Coelho -- Escola Básica 2,3 de Alapraia
  • Tânia Pinto -- Escola Básica 2,3 Bernardino Machado

O Asteróide 2011 BG16 terá nome Português




Para mais informações: cienciapt.net

sexta-feira, 4 de março de 2011

Planetas com a mesma órbita.






Entre os dados reunidos até ao dia de hoje pelo telescópio Kepler foram encontrados uns bastante interessantes: um sistema planetário que possui dois planetas aparentes que partilham a mesma órbita em torno da sua estrela central.

No provável caso de esta descoberta ser confirmada irá representar um fundamento necessário para apoiar a teoria "Big Slpash" que afirma que a Terra partilhou a sua órbita com um corpo de tamanho aproximado a Marte que após conseguir possuir massa suficiente para contrariar a força gravítica que a mantinha em órbita estável, colidiu com presente "Planeta Azul" levando á formação da Lua.

Os dois planetas fazem parte de um sistema planetário composto por quatro planetas, denominado KOI-730. Estes realizam ambos uma volta completa em torno da sua estrela tipo-Sol a cada 9.8 dias já que se localizam a somente 60 graus de distância um do outro na mesma órbita.

A existência de dois planetas que partilham a mesma órbita é possível quando um corpo (como por exemplo um planeta) que orbita um outro muito mais massivo (uma estrela) possui um terceiro corpo que orbita estavelmente localizando-se num dos dois pontos de Largrange (pontos ao longo da órbita de um planeta nos quais a força de gravidade deste e da respectiva estrela do sistema planetário se anulam).

Simulações feitas por Robert J. Vanderbei da Universidade de Princeton sugerem que os planetas vão continuar a orbitar em sincronia pelo menos durante os próximos 2,22 milhões de anos antes de uma lua poder ser formada devido a um "Big Slpash".


Para mais informações visite o site: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2011/03/1_koi_730.htm


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Corrida até á Lua!



Sim. Leram bem, está a decorrer desde Setembro de 2007 uma competição, a "Google Lunar X Prize", para ver quem consegue aterrar um robô original elaborado e construído por cada uma das 29 equipas participantes que representam 17 nações do Mundo. Desde Universidades a Empresas Multi-Milionárias, todos estão à pouco mais de 5 anos a trabalhar neste projecto, tendo como prazo Dezembro de 2015.
O "Google Lunar X Prize" é, então, um desafio internacional de exploração lunar, tendo como objectivo o de aterrar um robô na superfície da Lua e conseguir que este viaje pelo menos 500 metros e envie dados e imagens de volta á Terra. A primeira equipa a conseguir realizar esta missão receberá 20 milhões de Dólares. Existem também condições especiais que garantem mais 10 milhões de Dólares ás equipas, como por exemplo, no caso de detectarem água nas crateras lunares.
Esta competição tem por objectivo o incentivo ao avanço tanto da tecnologia relativa a viagens espaciais, como no desenvolvimento da descoberta de recursos lunares que possam ser usados.

Para mais informações: http://www.space.com/10950-google-lunarx-prize-official-roster.html

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Estudo da superficie de um cometa! - 2


Escrevo novamente sobre a missão da sonda "Stardust-Next" que foi programada para interceptar o cometa Tempel-1, intercepção esta que teve início no dia 15 de Fevereiro de 2011.
Como já escrevi na publicação anterior sobre este mesmo tema, a sonda "Stardust" recolheu informação sobre o cometa (como imagens, leituras entre outros...) e enviou os dados aos controladores da missão da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA.
Os dados preliminares transmitidos pela sonda indicaram que o período de maior aproximação ao cometa ocorreu ás 04:39 (horas de Portugal) a uma distância de 181 km do cometa.
Foram tiradas 72 imagens ao Tempel 1, de entre as quais pouco mais de 36 imagens estão expostas on-line. Coloco neste "post" uma dessas imagens.
Tal informações recebidas pela sonda são muito importantes para a continuação do aprofundamento do estudo dos Cometas por parte dos cientistas da NASA e de todo o Mundo. Espera-se que, através da comparação das imagens capturadas anteriormente por uma outra sonda, a "Deep Impact" seja possível uma melhor compreensão deste cometa e indirectamente, do universo..

Deixo-vos um link de um site onde podem observar mais imagens e informação sobre o Cometa Tempel-1: http://cometaszone.blogspot.com/2011/02/divulgada-imagem-do-cometa-tempel-1.html

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Extreme planet makeover

Bom dia.



O "Extreme Planet Makeover" é uma aplicação muito interessante que podemos utilizar no site da NASA. É a aplicação ideal para quem tem interesse em criar virtualmente um sistema estrela-planeta, pois permite seleccionar a distância do planeta à estrela, tamanho e idade do planeta e tipo de estrela desejados, tendo a possibilidade de no fim fazer o download da imagem do sistema criado.

Para aceder a esta aplicação terão de ir ao seguinte link:

http://planetquest.jpl.nasa.gov/planetMakeover/planetMakeover.html





É uma aplicação bastante interessante, principalmente para aqueles que tem curiosidade pelo mundo da astronomia que estão sempre atentos a novas desobertas e à evolução do nosso universo.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Olimpíadas de Astronomia 2011

Estão abertas, até ao dia 28 de Fevereiro de 2011, as inscrições para as Olimpíadas de Astronomia 2010/2011.
As Olimpíadas de Astronomia são um concurso de âmbito nacional, promovido e organizado pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, destinado aos estudantes do Ensino Secundário, diurno e nocturno, de todo o território nacional.

As datas da edição 2011 são as seguintes:
Prova Regional: 30 de Março em várias instituições do país, a serem divulgadas no blog das Olimpíadas de Astronomia.
Final Nacional: 27 e 28 de Maio no Centro Ciência Viva - Parque de Astronomia de Constância.

Participem!

Para mais informações, consultem o blog www.olimpiadasdeastronomia.blogspot.com.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O telescópio Kepler descobriu um Sistema Solar habitável constituído por 6 Planetas!!!


Cientistas, usando o telescópio espacial Kepler descobriram ainda ontem, dia 2 de Fevereiro de 2011, um Sistema Planetário baptizado "Sistema Kepler-11" muito semelhante ao nosso Sistema (sendo que a estrela central é a Kepler-11 e não o Sol) localizado a 2000 anos-luz da Terra, constituído por seis planetas compostos por uma mistura de rocha, gases e muito possivelmente água, podendo ser classificados como Planetas Rochosos.
É considerado como um dos Sistemas Planetários mais impressionantes de sempre, sendo que o máximo de planetas encontrados á volta de uma estrela foram três. O Sistema Kepler-11, é extremamente compacto. Todos os planetas que orbitam a Kepler-11, uma anã amarela, são maiores do que a Terra, sendo que os maiores podem facilmente ser comparados em tamanho com Úrano ou Neptuno.
Apesar da sua semelhança com o Sistema Solar, os cinco planetas mais próximos de Kepler-11 estão muito mais perto entre si comparativamente com os Planetas Telúricos do nosso Sistema, sendo que os mais proximos da anã realizam uma volta completa em torno desta num período de entre 10 a 47 dias, e o sexto planeta mais longínquo demora 118 dias a realizar uma volta em torno da estrela.
O Telescópio espacial Kepler irá continuar a conduzir operações científicas em conjunto com o telescópio espacial Spitzer para realizar mais observações nos candidatos planetários e outros objectos de interesse encontrados e aprofundar as informações e conhecimentos obtidos sobre o Sistema Kepler-11.


Para mais informações, incluindo vídeos do Sistema Kepler-11, visitem este site da NASA:

http://www.nasa.gov/mission_pages/kepler/news/new_planetary_system.html

Pedro Magalhães