sexta-feira, 20 de maio de 2011

Pesquisa SETI aponta radiotelescópio para planetas tipo-Terra


Dado que o telescópio Kepler, da NASA, já identificou 1235 possíveis planetas em volta de estrelas da nossa galáxia, astrónomos da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA, estão a apontar um radiotelescópio aos exoplanetas mais semelhantes à Terra, na tentativa de detectar sinais de uma civilização avançada.
A pesquisa teve início no dia 8 de Maio, quando Robert C. Byrd Green Bank Telescope, o maior radiotelescópio móvel do mundo, dedicou uma hora a oito estrelas com possíveis planetas em seu torno. A pesquisa prosseguirá, até obterem dados relativos a 86 planetas do tipo da Terra. Aí, começarão a fazer uma análise superficial dos mesmos e, posteriormente, daqui a cerca de dois meses, pedirão a cerca de 1 milhão de utilizadores dedicados do programa SETI@home para levar a cabo uma análise mais detalhada nos seus computadores pessoais.



Telescópio Robert C. Byrd, em Green Bank, Virgínia do Oeste
Crédito: NRAO


Sugiro que leiam a seguinte notícia, para mais pormenores da investigação, no link:
http://newscenter.berkeley.edu/2011/05/13/uc-berkeley-seti-survey-focuses-on-kepler%E2%80%99s-top-earth-like-planets/


domingo, 15 de maio de 2011

Super-Terra descoberta em estrela visível a olho nu


Uma das primeiras estrelas em que se descobriu a existência de um exoplaneta foi 55 Cancri. A descoberta do primeiro planeta deste sistema foi anunciada em 1997 e actualmente sabe-se que o sistema tem pelo menos cinco planetas, sendo o mais interior 55Cnc e. Recentemente, foi detectado um trânsito deste planeta em frente à sua estrela-mãe, o que permitiu angariar mais informações acerca do mesmo.
55Cnc é, por diversos motivos, um sistema interessante. Encontrando-se a apenas 41 anos-luz da Terra, é composto por uma estrela do tipo do Sol (sendo esta a estrela primária deste sistema, ou seja, a mais brilhante) numa larga órbita binária (1000 UA) com uma anã vermelha. O sistema planetário situa-se dentro desta órbita. A magnitude da estrela primária é inferior a 6, o que implica que esta é visível a olho nu sobre boas condições de observação.
Um dos planetas, o 55 Cnc e, foi descoberto neste sistema em 2004 através de medições da velocidade radial, tendo nessa altura sido anunciado que o planeta tinha um período de 2,8 dias e uma massa mínima de 14,2 vezes a massa da Terra. Contudo, em 2010, dois investigadores do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, Dawson e Fabrycky, argumentaram que paragens no período observacional distorceram as estatísticas e que o verdadeiro período do planeta era de 0,7365 dias.
Um dos resultados desta alteração foi que o planeta teria de orbitar muito mais perto da sua estrela-mãe. Por sua vez, isto aumentou a probabilidade de trânsito planetário, dada pelo quociente entre o raio da estrela e a distância a que o planeta orbita a estrela, de 13% para 33%. Uma equipa do Instituto de Tecnologia do Massachusetts, liderada por Joshua Winn, pesquisou o sistema em busca deste ténue trânsito e anunciou a sua detecção num artigo recente. Apesar de a estrela primária 55 Cancri ser a mais brilhante do céu que se sabe albergar exoplanetas, o trânsito era tão ténue que só pôde ser visível com observações muito precisas, sendo a variação de luminosidade apenas de 0,0002%, uma das mais pequenas que se conhece. A figura abaixo representa uma simulação do planeta 55 Cancri e, a transitar a sua estrela-mãe, comparando com a Terra e Júpiter a transitar o Sol, vistos de fora do Sistema Solar.


Através dos dados obtidos pelo método de trânsito, foi possível confirmar-se as correcções de Dawson e Fabrycky relativas ao período de Cnc e, assim como adquirir novas informações acerca do mesmo.
Assim, a equipa foi capaz de estimar a estrutura do planeta, anunciando que a massa de Cnc e é de 8,57 ± 0,64 massas terrestres e o seu raio estimado é de 1,63 ± 0,16 vezes o da Terra, sendo portanto a densidade média de 10,9 ± 3,1 g cm3(a densidade média da Terra é 5,515 g cm3. Isto coloca firmemente este exoplaneta na categoria de Super-Terra.
A equipa também explorou a ideia do planeta poder possuir uma atmosfera em tal curta órbita (apenas três vezes o raio da sua estrela-mãe). A uma tão pequena distância, o planeta encontra-se provavelmente preso por forças de maré, e com um albedo típico dos planetas rochosos terá provavelmente uma temperatura média de quase 2970 K. Se o planeta for capaz de redistribuir o calor, então não deverá ultrapassar os 2100 K. De qualquer modo, um planeta com esta massa teria dificuldade em reter uma atmosfera gasosa primordial. No entanto, a equipa anuncia que é possível que a existência de actividade vulcânica crie uma fina atmosfera de compostos moleculares pesados.


Fontes:
http://www.space.com/11544-densest-alien-planet-55cancrie.html
http://www.physorg.com/news/2011-05-transiting-super-earth-naked-eye-star.html

sábado, 14 de maio de 2011

Novidades Sobre A Habitabilidade de Gliese 581d

Da última vez que publicámos neste blog uma notícia acerca de Gliese 581 d, no post referente às descobertas do ano 2010, uma equipa da Universidade de Paris tinha sugerido que o popular exoplaneta podia ser habitável. Esta super-Terra está situada mesmo no limite da zona habitável do sistema, o que torna possível a existência de água líquida à superfície com a ajuda de condições atmosféricas ideais. No entanto, o trabalho da equipa teve por base simulações unidimensionais de uma coluna de atmosferas hipotéticas no lado diurno do planeta. Para melhor compreender como Gliese 581 d poderá ser, é necessária uma simulação tridimensional. Felizmente, um novo estudo da mesma equipa investigou esse assunto. Essa nova investigação foi necessária devido ao facto de se suspeitar que Gliese 581d, na sua órbita em volta da sua estrela-mãe, tivesse sempre a mesma face virada para esta, ou seja, possuísse uma rotação sincronizada, o que criaria uma noite permanente num dos lados do planeta. Nesse lado, as temperaturas seriam significativamente mais baixas e gases como o dióxido de carbono e o vapor de água poderiam encontrar-se numa região onde não haveria possibilidade de permanecerem no estado gasoso. Para as suas simulações, a equipa fez variar diversas possibilidades para o seu clima e atmosfera. Pormenores sobre esse estudo podem ser consultados no site indicado mais abaixo.
A conclusão que obtiveram veio reforçar a hipótese anteriormente pensada de que Gliese 581d é potencialmente habitável, dado que a possibilidade de existência de água líquida na superfície existe para um grande número de causas plausíveis. Todas essas causas dependem da composição precisa da atmosfera do exoplaneta, que são dados que ainda não foram possíveis de obter. Dado que o planeta se encontra numa linha de visão, em relação à Terra, de onde não é possível verificar-se o seu trânsito em frente à sua estrela-mãe, a análise espectral através da transmissão da luz através da atmosfera deste não é possível. No entanto, a equipa sugeriu que, dado que o sistema Gliese 581 está relativamente próximo da Terra (cerca de 20 anos-luz), será talvez possível observar o espectro directamente na porção infravermelha do mesmo utilizando futuros instrumentos. Se o espectro obtido nas observações corresponder ao espectro previsto para a habitabilidade de um planeta, este seria um forte indício da habitabilidade de Gliese 581d.



Fontes: http://www.universetoday.com/85474/update-on-gliese-581ds-habitability/

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Planetas que giram ao contrário.

Sabiam que existem planetas que giram em sentido oposto relativamente à órbita do seu astro central?
E, actualmente, conhecem-se 6 destes exoplanetas peculiares.
E quantos mais existirão com características que nós desconhecemos por completo?


Deixo aqui uma notícia recente quanto à conclusão do porquê destes planetas "aluados" girarem em sentido contrário.

"Estudo apresenta nova explicação para o fenómeno

2011-05-12


"Hot Jupiters" circulam muito próximos do seu astro central
Um artigo publicado na “Nature” aponta que alguns planetas fora do sistema solar giram no sentido contrário do das suas estrelas, o que invalida algumas teorias aceites até então sobre o assunto.

No sistema solar, em que o Sol faz uma rotação completa sobre o seu próprio eixo em 26 dias, os planetas orbitam no mesmo sentido do seu astro central. Contudo, há um ano, um grupo de astrónomos do Observatório de Genebra, na Suíça, revelou que há seis exoplanetas que orbitam em sentido contrário relativamente à rotação da sua estrela.

"Pensávamos que o nosso sistema solar era parecido com os demais do universo, mas desde o início [da descoberta de exoplanetas] observámos coisas estranhas nos sistemas extra-solares", explicou Frederic Rasio, astrofísico da Universidade de Northwestern, nos EUA, e co-autor do novo estudo.

Os investigadores da Suiça chegaram a esta conclusão depois de observar grandes planetas gasosos semelhantes a Júpiter que, por se encontrarem muito perto do seu astro central, foram baptizados de “hot Jupiters” (Júpiteres quentes). Segundo os astrónomos, um quarto destes astros giraria no sentido contrário, o que parecia “muito estranho”, visto que se encontram muito perto da estrela, sublinhou Rasio.

Para desfazer esta dúvida, a equipa da Universidade de Northwestern simulou, em computador, as órbitas de dois grandes planetas, estando um localizado muito mais perto do que o outro de uma estrela semelhante ao sol. Desta forma, as suas perturbações gravitacionais recíprocas levaram-nos a mudar de órbita. O planeta que se encontra mais perto aproximou-se progressivamente do astro central, tal como acontece com os "hot Jupiters" observados.

Isto deve-se ao efeito das marés resultante da proximidade da sua estrela. O planeta perde energia, fica mais lento e acaba por aproximar-se ainda mais. A sua órbita, que continua perturbada pelo outro planeta, pode mudar de direcção, ser contorcida ou até dar uma reviravolta completa.

Este cenário já tinha sido imaginado num sistema com duas estrelas, no qual uma delas deformava a órbita de um planeta que giraria em torno de outro. A experiência de Rasio
mostrou que "a reviravolta também acontece quando o segundo planeta interage com o primeiro", o que explica que alguns planetas girem ao contrário quando os seus sistemas têm apenas uma estrela.

Didier Queloz, cientista que, juntamente com Michel Mayor, foi o primeiro a descobrir um exoplaneta a girar à volta de um planeta, sublinhou que "a noção de que todos os outros sistemas seriam parecidos com o nosso cai totalmente por terra. Somos apenas parte de um tipo de sistema solar, no meio de uma enorme diversidade de órbitas e de possibilidades"."





Fonte: Ciênciahoje

sábado, 30 de abril de 2011

Gama Ray Burst - Quando um buraco negro "engole uma estrela"




Os vários telescópios da Nasa (Observatório Swift; o Telescópio Espacial Hubble e o Observatório de raios-X) unem forças para observar uma explosão de raios-gama de tal grau que se consta nunca antes se ter visto algo tão brilhante, duradouro e variável na história da astronomia.
Apesar da investigação ainda não ter acabado, os astrónomos dizem que esta invulgar explosão ocorreu quando uma estrela passou demasiado perto do buraco negro central da sua galáxia. As intensas forças deste buraco negro destruiram a estrela, e o gás dela continuou a "cair" para este. De acordo com esta hipótese, a rotação do buraco negro formou um facto efluente ao longo do seu eixo de rotação originando uma poderosa explosão de raios-gama e raios-X, sendo vista, se esse jacto estiver apontado na nossa direcção.
A maioria das galáxias, incluindo a nossa, contém um buraco negro central com milhões de vezes a massa do Sol, sendo que os buracos negros das galáxias maiores podem ser mil vezes maiores. A estrela que passou por lá, provavelmente foi vítima de um buraco negro com menos massa que o da Via Láctea, que tem uma massa de 4 milhões de Sóis.
Os astrónomos já tinham detectado estrelas perturbadas por buracos negros supermassivos, mas nunca nenhuma tinha mostrado o brilho em raios-X e a variabilidade observada nesta explosão, onde a fonte aumentou de brilho repetidamente (desde 3 de Abril que o brilho tem aumentado). A melhor explicação actual para este aumento de brilho é que estamos a olhar directamente para o jacto de "luz". Este aumento de brilho, chamado de radiante relativista, ocorre quando a matéria, ao mover-se perto da velocidade da luz, é vista quase de frente e permite-nos observar detalhes e obter mais informações que de outro modo perderíamos.



Para mais informações entra nestes sites:
-http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2011/04/8_grb_110328a.htm

-http://swift.gsfc.nasa.gov/docs/swift/swiftsc.html

Orgulho Português!


No início dos anos 70, duas sondas, Pioneer (Pioneer 10 e Pioneer 11) foram lançadas pela NASA para o Sistema Solar. Pioneer 10 (P-10) alcança Jupíter apenas 4 meses após o seu lançamento enquanto que Pioneer 11 (P-11) demora mais 3 meses do que a P-10, dirigindo-se depois a Saturno. Em 1979, os seus dias de visionamento de planetas acabaram. No entanto, mesmo encontrando-se á deriva no Espaço, continuaram a transmitir informações para a Terra, tais como as suas posições e dados científicos.
Foi aí que os cientistas repararam que algo não estava certo: nenhuma das duas sondas estava tão longe quanto originalmente planeado. Quase que parecia que existia uma força desconhecida que puxava o satélite para o Sol.
Esta é a "Anomalia Pioneer" que durante muitos anos foi estudada por teóriocos á volta do mundo sendo que muitas justificiações desta anomalia estavam focados nos erros de medição. fugas de combustível ou em algumas propriedades não antecipadas da sonda, entre todas as razões encontravam-se algumas tanto extremamente extravagantes como outras irrefutavelmente simples.
Cinco anos atrás, após a recolha dos antigos dados de posições para a reconstrucção da trajectória das sondas, Salva Turyshev anunciou que parte da força (não a totalidade) retardante que influenciava as sondas era devida a calor que irradiava desigualmente da sonda.
Hoje, quatro físicos portugueses liderados por Frederico Francisco estudaram em detalhe como é que as Pioneer irradiavam o seu calor usando uma técnica conhecida como sombreamento Phong.
A equipa descobriu que o calor residual de cada um dos compartimentos principais da sonda é reflectido pela antena paraboidal que sempre se encontrava apontada na direcção do Sol e da Terra. No entanto, apesar da pequena força que resulta das reflexões de calor coincide rigorosamente com os valores de desaleração observados das Pioneer, a quantidade deste calor reflectido ainda é incerto.


Para mais informações, veja este site: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2011/04/5_anomalia_pioneer.htm

Titã...oceânica?



Sete anos de vigia constante pela sonda Cassini, que se encontrava na órbita de Saturno, levou a uma grande recolha de dados que mudaram maneira como encaramos este planeta e as suas luas. No entanto, o assunto mais falado ultimamente é referente á maior lua de Saturno, Titã, devido não só à sua meteorologia, mas também devido á sua completamente densa atmosfera que dificulta o estudo da superfície deste satélite natural. A Titã, tal como a nossa Lua, possui uma órbita similar em que mostra sempre a mesma face ao longo do seu trajecto.

Os dados recolhidos pela Cassini permitiram aos investigadores calcular o momento de inércia de Titã, o que por sua vez revelou algo de interessante: os resultados obtidos só são lógicos e correctos se for admitida a possibilidade de que o corpo sólido é mais denso perto da superfície do que no seu centro, o que não bate certo, tendo em conta o que sabemos acerca da formação dos planetas e satélites.
Rose-Marie Baland e os seus colegas do Observatório Real da Bélgica em Bruxelas formularam uma hipótese em que Titã não é sólido. O estudo deles para determinar se um modelo líquido é compatível com o modelo de inércia medido, teve como base a assumpção da presença de um oceano de água líquida por baixo da camada de gelo deste satélite.
No entanto, a química do oceano, factor importante no cálculo da sua porfundidade e da espessura da camada de gelo da superfície de Titã, sofre vários "ataques" por vários cientistas, em que por um lado admite-se que o oceano deve de ser constituido por água enquanto que outros assumem que o oceano é constituído por metano, já que este satélite possui enormes quantidades deste hidrocarbonato que é rapidamente quebrado pela luz solar, o que por sua vez implica o desaparecimento deste composto há muito. Porém, isto não se verifica já que Titã continua a possuir grandes quantidades de metano. Aqui entra então a possibilidade deste satélite possuir um reservatório/oceano de metano no seu interior.
Titã é realmente um satélite realmente interessante e desconhecido! Afinal ainda temos imensas coisas por descobrir aqui no nosso Sistema Solar.


Para mais informações sobre este assunto deixo-vos este endereço: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2011/04/19_tita_oceano.htm

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Olá! Deixo-vos aqui um vídeo que vos mostra a impotancia da astronomia.
Espero que gostem

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Telescópio registou a música das estrelas

As estrelas também cantam. Não exactamente um canto – mas um murmúrio, um assobio provocado pela sua vibração natural, tal como um instrumento musical. Estes sons (ou antes, a frequência a que as estrelas vibram) foram captados pela missão Kepler, da NASA, na sua busca de planetas para lá do Sistema Solar, e um grupo de cientistas ingleses publicou um artigo na revista Science sobre o tema.


As oscilações suaves das estrelas são a manifestação visível das ondas sonoras que há no seu interior. Quanto maior a estrela, mais grave é o som emitido. A música das estrelas permite não só saber mais sobre o seu tamanho, mas também sobre a sua estrutura e a sua composição interior, algo que com os métodos tradicionais utilizados para estudar as estrelas não era possível de determinar.





























Para quem deseja ouvir estes murmúrios que se produzem infinitamente no espaço, cliquem aqui




Fontes:

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1144995.html
http://www.redorbit.com/news/space/1999668/kepler_helps_listen_to_the_music_of_the_stars/

quarta-feira, 23 de março de 2011

Uma Grande Lua no Céu.

O mundo pôde observar a maior lua cheia das últimas duas décadas no passado dia 19. Como é véspera de equinócio, quem paga é a Páscoa, que se vê este ano empurrada para mais tarde no calendário.
No dia 19 de março, a lua apareceu invulgarmente maior, porque ficou tão próxima da Terra como não acontecia há 18 anos, explicou à Lusa Rui Jorge Agostinho, diretor do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
O fenómeno de aproximação da Lua à Terra é designado perigeu (oposto ao apogeu , quando está mais afastada), explica-se por a órbita deste satélite não ser circular, mas elíptica, e não é invulgar, acontecendo todos os anos.
O que aconteceu de extraordinário este ano é explicado pelo astrónomo: “A forma da elipse, a excentricidade da elipse, varia periodicamente, às vezes é mais alongada, outras mais curta. Alguns dos perigeus que ocorrem sucessivamente são mais próximos do que outros”.


“A coincidência é haver um perigeu desses muito próximos e que também coincide com a lua cheia, e isso dá uma lua maior do que o habitual”, acrescentou.


segunda-feira, 14 de março de 2011

Métodos de Detecção de Exoplanetas


Apesar da dificuldade, já existem imagens directas de planetas, obtidas em infravermelho.
Estas foram possíveis utilizando diversas técnicas, como o uso de coronógrafos, instrumentos que realizam eclipses artificiais da estrela. No entanto, os astrónomos têm vindo a desenvolver vários métodos de detecção de exoplanetas. Os mais promissores são a Astrometria, a Velocidade Radial, o Trânsito de Planetas e as Microlentes Gravitacionais, embora existam outros.
Devido a todos estes métodos, foram já descobertos até à data 528 exoplanetas.
Como podemos constantar através da análise do gráfico abaixo, que representa o número de exoplanetas descobertos em cada ano, até 2010, as descobertas de exoplanetas têm vindo a aumentar exponencialmente, o que se deve essencialmente ao rápido desenvolvimento tecnológico dos últimos anos.




Nos próximos posts iremos dar uma explicação acerca de cada um dos métodos utilizados na procura de exoplanetas.


 



Métodos de detecção de Exoplanetas - Lentes Gravitacionais

Lentes Gravitacionais

Sabemos que o campo gravitacional de um corpo atrai outros corpos materiais. Isso é conhecidos há muito tempo e foi formalizado com as leis da gravitação clássica, de Newton. Um campo gravitacional suficientemente intenso também é capaz de desviar a trajectória da luz. A explicação mais adequada para este fenómeno vem da Teoria da Relatividade Geral: a gravidade muda a geometria do espaço (do espaço-tempo, na verdade) localmente. Ou seja, onde há um campo gravitacional forte, o espaço curva-se e a luz segue então uma trajectória igualmente curva no espaço em torno de um objecto massivo.

Este fenómeno cria 2 imagens do mesmo objecto repetidas de uma mesma fonte, sendo que o objecto que causou os desvios nas trajectórias da luz é visto entre as duas imagens, em azul. A parte da esquerda da figura mostra a situação física real, na ausência deste efeito gravitacional, a que chamamos de lente gravitacional. Este termo é próprio, pois o campo gravitacional do objecto situado no caminho entre a fonte e a Terra funciona como uma lente.


Lentes gravitacionais


Relativamente aos Exoplanetas, o efeito das Micro-lentes Gravitacionais acontece quando os campos gravitacionais de um planeta e o da estrela hospedeira agem de modo a magnificar a luz de uma estrela distante que esteja no fundo do céu. Para que o efeito ocorra, o planeta e a estrela devem passar quase directamente entre a estrela distante e o observador. Uma vez que esses eventos são raros, um número muito grande de estrelas distantes deve ser monitorizado continuamente de modo a permitir a detecção de planetas a uma taxa razoável. Além disso, também não é possível repetir os experimentos que utilizam esse método, devido à raridade com que ocorrem.

Este é o método mais promissor para os planetas que se encontram entre a Terra e o centro da nossa galáxia, já que as partes centrais da Via-Láctea tem um enorme número de estrelas distantes que podem causar este efeito


Ficheiro:Gravitational micro rev.jpg

Para quem estiver interessado em perceber melhor este método pode ver este vídeo (em inglês) que explica bem como se desvia a luz num corpo com uma grande massa.

Este método foi desenvolvido em parte graças à Teoria da Relatividade de Einstein e a curvatura no Espaço-Tempo, que afirmava que corpos com grandes massas poderiam chegar mesmo a criar curvaturas nos raios de luz que passassem nas suas imediações.


Fontes:

http://astronomychamber.wordpress.com

www.if.ufrgs.br/oei/cgu/gravlens.htm

molckwick.com

wikipedia.com


Parabéns Einstein

Nascido a 14 de Março de 1879 em Wuttemberg. na Alemanha, Albert Einstein faria hoje 132 anos se estivesse vivo.
Foi através de um dos seus princípios da Teoria da Relatividade que o Método de Lente Gravitacional foi fundamentado, pois é formada devido a uma distorção no Espaço-Tempo causada pela presença um corpo de grande massa entre uma estrela e um observado.

Hoje, o seu cérebro encontra-se congelado na Universidade de Princeton e analisado por cientistas

A parte do Lobo Parietal Inferior era 15% superior à media que se encontra num cérebro normal (responsável por sintetizar a informação vinda de várias regiões do cérebro"




"Deus não joga aos dados com o Universo"


einstein tongue



Fontes:

www.aip.org
Wikipédia.com
neuroskills.com
nobelprize.org

domingo, 13 de março de 2011

Alunos Portugueses descobrem novo asteróide

Alunos de 15 escolas portugueses participaram nas últimas campanhas de procura de asteróides promovidas pela International Asteroid Search Collaboration (Colaboração Internacional para a Procura de Asteróides). Durante a campanha, que decorreu de 13 de Dezembro a 21 de Janeiro (All Portugal Campaign) dezenas de objectos foram observados. Na campanha que decorre de 24 de Janeiro a 11 de Março (Campanha Internacional), pela primeira vez em Portugal, escolas participantes, descobriram novos asteróides. Um deles, terá nome português, o 2011

http://aia2009.files.wordpress.com/2011/02/vesta_asteroid.jpg



Já participaram 15 escolas portuguesas nesta colaboração internacional. A International Asteroid Search Collaboration (IASC) é um programa de ensino e divulgação científica que permite aos estudantes das escolas participantes a participação num importante programa da NASA. A partir do estudo de imagens obtidas por vários telescópios os estudantes contribuem para a detecção e determinação das órbitas de objectos cuja órbita é muito próxima do nosso planeta, os NEO (Near Earth Object). Este programa internacional é extremamente concorrido, havendo escolas de todo o mundo a participar. Patrick Miller, o coordenador internacional do projecto, após o sucesso das primeiras participações portuguesas, decidiu premiar os estudantes portugueses fazendo anualmente pelo menos uma campanha dedicada em exclusivo às escolas portuguesas e assim nasceram as “All Portugal Asteroid Search Campaign”.


Participações portugueses:
  • Leonor Cabral -- Escola Secundária da Cidadela
  • Maria José Calado -- Escola Secundária de Sacavém
  • Paula Furtado -- Escola Básica 2,3 Matilde Rosa Araújo
  • Ana Costa and Rita Guerra-- Escola Secundária 2,3 de Alvide
  • Nelson Correia -- Escola Secundária Maria Lamas
  • Maria dos Prazeres Guedes and Maria Emília Guimarães-- ESB3 Fernão de Magalhães
  • Nuno Figueiredo -- Escola Básica Duarte Lopes
  • Duarte Januário -- Escola Secundária Augusto Gomes
  • Sandra Jorge -- Colégio Campo de Flores
  • Carla Direitinho -- Escola Básica 2,3 D. Martinho Vaz de Castelo Branco
  • Célia Miranda -- Escola Secundária Sebastião e Silva
  • Margarida Alves --- Escola Secundária do Marco de Canaveses
  • Manuela Gomes, Fátima Aguiar e Nuno Caetano - Agrupamento de Escolas de S. João Da Talha
  • Penélope Coelho -- Escola Básica 2,3 de Alapraia
  • Tânia Pinto -- Escola Básica 2,3 Bernardino Machado

O Asteróide 2011 BG16 terá nome Português




Para mais informações: cienciapt.net

sexta-feira, 4 de março de 2011

Planetas com a mesma órbita.






Entre os dados reunidos até ao dia de hoje pelo telescópio Kepler foram encontrados uns bastante interessantes: um sistema planetário que possui dois planetas aparentes que partilham a mesma órbita em torno da sua estrela central.

No provável caso de esta descoberta ser confirmada irá representar um fundamento necessário para apoiar a teoria "Big Slpash" que afirma que a Terra partilhou a sua órbita com um corpo de tamanho aproximado a Marte que após conseguir possuir massa suficiente para contrariar a força gravítica que a mantinha em órbita estável, colidiu com presente "Planeta Azul" levando á formação da Lua.

Os dois planetas fazem parte de um sistema planetário composto por quatro planetas, denominado KOI-730. Estes realizam ambos uma volta completa em torno da sua estrela tipo-Sol a cada 9.8 dias já que se localizam a somente 60 graus de distância um do outro na mesma órbita.

A existência de dois planetas que partilham a mesma órbita é possível quando um corpo (como por exemplo um planeta) que orbita um outro muito mais massivo (uma estrela) possui um terceiro corpo que orbita estavelmente localizando-se num dos dois pontos de Largrange (pontos ao longo da órbita de um planeta nos quais a força de gravidade deste e da respectiva estrela do sistema planetário se anulam).

Simulações feitas por Robert J. Vanderbei da Universidade de Princeton sugerem que os planetas vão continuar a orbitar em sincronia pelo menos durante os próximos 2,22 milhões de anos antes de uma lua poder ser formada devido a um "Big Slpash".


Para mais informações visite o site: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2011/03/1_koi_730.htm